Como a gente trabalha
Avaliação de negociação: como olhamos pro seu dia a dia
Antes de falar em roteiro ou treino, a Negociação Corporativa passa um tempo bom entendendo como a sua equipe negocia de verdade com fornecedor e parceiro — não como o manual de compras diz que deveria ser.
Esta página conta, com calma, a lógica por trás da nossa avaliação: o que a gente observa, como junta a informação, como decide o que priorizar e o que a sua empresa leva no final.
O que entra na avaliação
A gente olha pra quatro frentes que costumam pesar mais na rotina de indústria e operação: negociação de preço com fornecedor, prazo de entrega, renovação de contrato e conversa sobre turno e escala com a equipe. Elas raramente andam separadas — um prazo mal negociado hoje costuma virar um preço pior amanhã, quando falta tempo pra pesquisar outra opção.
O escopo muda conforme a operação. Uma fábrica pequena pode não ter tanta negociação de escala pra olhar, mas tem compra de insumo e prazo de entrega pra organizar. A avaliação se adapta ao que existe na sua planta, não o contrário.
Como a gente junta a informação
A gente conversa com quem está na negociação todo dia — não só com quem assina o contrato. É comum o gestor de compras contar a negociação de um jeito e quem recebe a carga contar outro, os dois igualmente válidos: o que acontece de fato geralmente mistura os dois, com combinados que ninguém escreveu.
A gente também revisa o que já existe: histórico de pedido, e-mail trocado com fornecedor, planilha de cotação e qualquer roteiro informal já usado. Isso mostra padrão que uma conversa sozinha não mostra, tipo em qual época do ano o fornecedor fica mais duro pra negociar.
Como a gente decide as prioridades
Nem toda negociação travada precisa ser resolvida primeiro. A gente olha pra quatro critérios juntos: quanto aquele ponto custa caro em dinheiro ou em atraso de produção, com que frequência o problema aparece, quão fácil é ajustar com a equipe que já existe, e o quanto a negociação depende só da experiência de uma pessoa.
Um problema caro, frequente e fácil de ajustar entra antes de um problema grave, mas raro, ou de um problema simples, mas pouco relevante pro custo final. Essa ordem vira a base do plano de prioridades.
O que sai desse processo
No final, você recebe um relatório de avaliação com três partes: um retrato de como a negociação acontece hoje, a lista de pontos de perda com a prioridade de cada um, e uma indicação de por onde começar — sem, necessariamente, fechar uma abordagem única nesse momento. A escolha certa a gente trata à parte, com os critérios explicados em Abordagem.
O que a avaliação não é
A avaliação não é uma auditoria fiscal nem contábil, e não substitui o trabalho do seu contador. Também não é parecer jurídico sobre contrato de fornecimento. E não obriga sua empresa a contratar o acompanhamento guiado depois — o relatório é seu, pra usar do jeito que fizer sentido, até com outra equipe.
Depois da avaliação
Algumas empresas usam o relatório internamente, ajustando os pontos mais simples com a própria equipe de compras. Outras seguem pro acompanhamento guiado com a Negociação Corporativa, fornecedor por fornecedor, na ordem de prioridade combinada. As duas escolhas fazem sentido — o objetivo da avaliação é trazer clareza, não empurrar uma continuidade específica.